Após a demissão do analista de dados: como garantir continuidade

Time de TI sobrecarregado com relatórios: quando o outsourcing de BI é a saída
Sumário

Se você está lendo esse artigo, provavelmente acabou de receber uma notícia que não queria receber. O analista de dados pediu demissão, foi desligado ou simplesmente avisou que está saindo em 30 dias. E agora você está olhando para uma lista mental de tudo que vai parar quando ele sair.

Primeira coisa: tem solução. Não é uma crise sem saída, mesmo que pareça assim agora. Mas ela precisa ser tratada com a urgência certa e com uma sequência lógica de ações, não com decisões tomadas no pânico.

Esse artigo vai te ajudar a entender o que está realmente em risco, o que fazer nos próximos sete dias, por que a rota óbvia de contratar um substituto direto é mais lenta do que parece, e como transformar essa crise em uma estrutura melhor do que a que você tinha antes.

A crise: o que para quando o analista vai embora

O primeiro exercício é mapear com clareza o que está em risco. Não de forma catastrófica, mas de forma realista. Porque a maioria dos impactos de perder um analista de dados não aparece no dia da saída. Aparece nas semanas seguintes, quando alguém pergunta por um relatório que não chegou.

Os impactos imediatos mais comuns são esses:

Relatórios recorrentes que eram gerados manualmente por essa pessoa e que simplesmente param de existir. Dashboard semanal de vendas, fechamento mensal de margem, indicadores de operação para o board. Tudo que dependia das mãos e da cabeça dessa pessoa está em risco.

Pipelines e processos que só ela sabia como manter. Scripts de ETL que rodam toda noite, integrações frágeis entre sistemas, rotinas de atualização de bases. Se algo quebrar, ninguém mais sabe consertar.

Conhecimento tácito que está só na cabeça dela. Onde estão os dados históricos, quais fontes são confiáveis e quais não são, por que aquele número do relatório de março de 2023 está errado e precisa de ajuste manual, quais planilhas são a fonte da verdade de cada indicador.

Demandas das áreas que ficam sem atendimento. As áreas de negócio vão continuar precisando de dados, análises e relatórios. Sem um analista disponível, essas demandas vão se acumular e gerar pressão crescente sobre você.

Os próximos 7 dias: o que fazer para não perder informação crítica

Se a pessoa ainda está na empresa, você tem uma janela. Use ela com inteligência, porque é mais curta do que parece.

O primeiro passo, e o mais urgente, é documentar tudo que pode ser documentado enquanto o analista ainda está disponível. Peça que ele liste todos os relatórios recorrentes que gera, com frequência, destinatários e fontes de dados. Peça que documente todos os scripts, pipelines e processos automatizados. Peça acesso a todas as ferramentas, ambientes e credenciais que ele usa.

Esse pedido precisa ser feito nos primeiros dois dias, não na última semana. Pessoas em processo de saída têm atenção dividida e energia decrescente para a empresa. Quanto antes você iniciar esse processo de documentação, mais você vai conseguir capturar.

O segundo passo é identificar as três ou quatro entregas mais críticas das próximas semanas, aquelas que não podem simplesmente não aparecer, e garantir que existe documentação suficiente para que alguém de fora consiga reproduzi-las. Não precisa ser perfeito agora. Precisa ser suficiente para não travar a operação.

O terceiro passo é comunicar para as áreas de negócio que haverá uma transição. Não é necessário entrar em detalhes, mas avisar que algumas demandas podem ter prazo diferente nas próximas semanas evita frustrações e pressão desnecessária sobre você.

Por que substituição direta de headcount é mais lenta e cara do que parece

A reação instintiva de quase todo gestor nessa situação é abrir uma vaga. E faz sentido como solução de longo prazo. O problema é que contratar um analista de dados sênior no Brasil demora muito mais do que a maioria das pessoas estima.

O ciclo completo de recrutamento, considerando divulgação da vaga, triagem de currículos, entrevistas técnicas, negociação de proposta e aviso prévio do candidato atual, leva em média entre 6 e 12 semanas para um perfil de dados sênior. E isso em condições normais, sem contar o tempo de ramp-up para que a pessoa nova entenda o ambiente, os sistemas e os processos da empresa, que costuma levar mais 4 a 8 semanas até a pessoa estar operando com autonomia real.

Na prática, você está olhando para um gap de 3 a 5 meses de capacidade reduzida no melhor cenário. E durante todo esse tempo os relatórios precisam sair, as áreas precisam ser atendidas e os projetos precisam continuar.

Tem também o custo financeiro que as pessoas subestimam. Custo de recrutamento, seja interno ou via headhunter, mais o período de onboarding em que a produtividade é baixa, mais o risco de a contratação não funcionar e o processo recomeçar. Quando você soma tudo, o custo real de uma contratação mal feita ou de uma vaga que demora para fechar é significativo.

Outsourcing como solução de continuidade imediata

Um squad externo de dados pode estar operando no seu ambiente em duas semanas. Não é a solução definitiva para todos os casos, mas é a solução para o problema imediato: garantir continuidade enquanto você resolve o longo prazo com mais calma e menos pressão.

Na prática, funciona assim. A consultoria entra, absorve a documentação que foi levantada na semana da saída, faz um mapeamento rápido do ambiente e começa a assumir as entregas recorrentes. Relatórios que estavam parados voltam a funcionar. Pipelines que precisam de manutenção têm quem cuide. As demandas das áreas têm para onde ir.

O time externo não precisa de 4 semanas de onboarding para começar a entregar. Consultores experientes estão acostumados a entrar em ambientes novos, mapear rápido e operar sem muito tempo de adaptação. Essa é uma das diferenças práticas mais relevantes entre contratar CLT e contratar outsourcing em uma situação de urgência.

Para entender como esse modelo funciona no dia a dia, incluindo como a equipe externa se integra à operação sem criar dependência ou perda de controle, o conteúdo da beAnalytic sobre outsourcing de time de dados detalha a dinâmica com exemplos práticos de empresas que passaram por transições similares.

O outsourcing também pode coexistir com o processo de contratação de um analista interno. Você não precisa escolher um ou outro agora. Pode usar o squad externo para cobrir o gap imediato enquanto recruta com calma o perfil certo, sem pressão de prazo, e depois decidir como quer estruturar a operação de longo prazo com mais informação em mãos.

A oportunidade dentro da crise

Essa parte é importante e poucos gestores param para pensar nisso no meio da urgência: perder o único analista de dados é doloroso, mas também revela uma fragilidade estrutural que existia antes e que ia aparecer de qualquer forma.

Uma operação de dados que depende de uma única pessoa não é uma operação. É um risco. E quando essa pessoa sai, seja por qualquer motivo, o impacto é exatamente o que você está vivendo agora.

A crise abre uma janela para estruturar as coisas de forma diferente. Em vez de simplesmente replicar o modelo anterior com uma pessoa nova, vale a pena usar esse momento para pensar em algumas mudanças que tornam a operação mais resiliente.

A primeira é documentação como processo, não como evento. Toda rotina de dados, todo script, todo pipeline precisa ter documentação suficiente para que qualquer profissional qualificado consiga entender e operar. Isso não é burocracia. É proteção da empresa contra exatamente o que está acontecendo agora.

A segunda é distribuição de conhecimento. Se possível, ter mais de uma pessoa com contexto sobre os processos críticos de dados. Pode ser um segundo analista, pode ser alguém do time de TI com capacidade técnica suficiente para entender o ambiente, pode ser o próprio squad externo que documenta tudo enquanto trabalha.

A terceira é avaliar se o modelo de uma pessoa CLT é realmente o que faz mais sentido para a sua operação, ou se um modelo híbrido com parte interna e parte terceirizada gera mais resiliência a um custo similar.

Para entender os critérios que ajudam a decidir entre contratar internamente, terceirizar ou adotar um modelo híbrido, o artigo da beAnalytic sobre quando terceirizar a engenharia de dados traz um diagnóstico objetivo para cada situação, incluindo o cenário de saída inesperada de profissional-chave.

Precisa de solução agora?

A beAnalytic tem experiência em assumir operações de dados em situação de transição, com agilidade para começar em duas semanas e capacidade para cobrir desde relatórios recorrentes até projetos mais complexos. Se você está nessa situação agora, a conversa de diagnóstico é gratuita e pode acontecer ainda essa semana.

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Especialista em SEO at   [email protected]

Gabriela Melo é estrategista de conteúdo na beAnalytic, especializada em SEO e GEO. Com foco na criação de conteúdos otimizados para posicionar temas de Business Intelligence e Engenharia de Dados.

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