15 perguntas para fazer na reunião com consultoria de dados antes de contratar

15 perguntas para fazer na reunião com consultoria de dados antes de contratar
Sumário

Toda reunião com consultoria tem um roteiro padrão. Eles chegam, fazem uma apresentação institucional, mostram cases com logos de clientes conhecidos, falam em transformação digital e terminam com uma proposta que parece grande demais para questionar na hora.

As 15 perguntas abaixo não são para criar tensão na reunião. São para revelar, de forma natural, se a consultoria que está na sua frente tem substância ou só tem apresentação bonita. Consultorias boas respondem tudo isso sem hesitar. As mediocres vão se enrolar em pelo menos metade.

Salva esse artigo, imprime se precisar, e chega na reunião preparado.

1. Quem exatamente vai trabalhar no meu projeto semana a semana?

Pergunte pelos nomes e perfis das pessoas que vão estar no seu projeto no dia a dia. Peça para conhecê-las antes de assinar.

2. Qual é a metodologia de projeto de vocês?

Quantas reuniões, com quem, com que objetivo. Como as demandas entram, como são priorizadas, como as entregas são revisadas. O que acontece quando surge um bloqueio técnico.

A resposta a essa pergunta vai revelar mais sobre a maturidade operacional da consultoria do que qualquer case que eles mostrem.

3. Vocês têm cases com resultados mensuráveis no meu setor?

Pergunte por métricas concretas: quanto a margem aumentou, quantas horas foram economizadas, qual foi o impacto no churn, quanto o custo operacional caiu. E pergunte especificamente no seu setor, porque contexto importa.

ETL OU ELT, 15 perguntas

4. O que acontece se o escopo mudar no meio do projeto?

Mudança de escopo é inevitável em qualquer projeto de dados. Você vai descobrir coisas no meio do caminho que não sabia no início. A questão não é se vai mudar, é como a consultoria lida quando muda.

5. O código, dashboards e pipelines ficam comigo se encerrarmos o contrato?

Parece óbvio, mas não é. Alguns contratos de consultoria têm cláusulas que dificultam a migração do cliente quando o contrato termina. Outros usam ferramentas proprietárias ou ambientes que só funcionam dentro da infraestrutura da própria consultoria, criando dependência técnica.

6. Como vocês garantem transferência de conhecimento para o meu time?

Esse ponto revela a intenção da consultoria em relação à sua autonomia.

Pergunte como funciona na prática. Existe documentação técnica de tudo que foi construído? O time interno vai receber treinamento para usar e manter o que foi entregue? Há sessões de revisão conjunta ao longo do projeto, não só no final?

7. Qual é o prazo mínimo de contrato e como funciona o cancelamento?

Essa pergunta protege você de duas situações ruins: ficar preso em um contrato longo com uma consultoria que não está entregando, e não ter clareza sobre o que acontece se a relação não funcionar.

8. Como funciona a comunicação no dia a dia? Canal, frequência, quem aciona quem.

Você quer saber: qual é o canal principal de comunicação? Quantas reuniões estão previstas por semana ou por quinzena? Quem é o ponto de contato do lado deles? Se surgir um bloqueio crítico na quarta-feira, como você aciona o time?

9. O que não está incluído na proposta que posso precisar?

Essa pergunta faz o trabalho de desempacotar o que a proposta não diz explicitamente. E sempre tem algo.

Licença de ferramentas, infraestrutura em nuvem, treinamento do time, suporte pós-entrega, integrações com sistemas específicos, documentação técnica detalhada. Cada um desses itens pode estar fora do escopo sem que a proposta deixe isso claro, e você só vai descobrir quando precisar.

10. Quais são as principais razões por que projetos como o meu falham?

Essa é uma das perguntas mais reveladoras da lista, e a maioria dos decisores nunca faz.

11. Posso falar com dois clientes que tiveram projetos similares?

Quando você conseguir a referência, pergunte coisas específicas para o cliente: o projeto entregou o que foi prometido? O time era acessível e comunicativo? O que você faria diferente se fosse contratar de novo? Essas três perguntas abertas costumam render informações que nenhuma apresentação vai te dar.

12. Quem na diretoria de vocês acompanha o projeto?

Essa pergunta está diretamente relacionada ao papel da governança. Projetos de dados têm complexidade suficiente para que você queira saber que existe alguém com autoridade para tomar decisões difíceis se necessário.

13. O que vocês precisam de mim para o projeto funcionar?

A resposta vai te dizer quanta demanda o projeto vai colocar no seu time interno. Acesso a sistemas, disponibilidade de uma pessoa para ser o ponto focal, tempo do gestor para validações, acesso a dados históricos. Tudo isso tem um custo operacional do seu lado que você precisa planejar.

14. Como vocês medem sucesso ao final do projeto?

Essa pergunta fecha o círculo do que foi prometido no início.

15. O que muda no segundo ano de contrato em relação ao primeiro?

Essa pergunta é especialmente relevante se você está avaliando um contrato de longo prazo ou um modelo de retainer com a consultoria.

Você quer entender se a consultoria pensa em termos de evolução da maturidade de dados do cliente ao longo do tempo, ou se o modelo dela é perpetuamente o mesmo conjunto de serviços pelo mesmo valor.

Como usar essas perguntas na práticas

Você não precisa fazer as 15 numa única reunião. Algumas delas fazem mais sentido numa segunda conversa, quando você já tem a proposta em mãos e está mais próximo da decisão.

As perguntas de 1 a 5 são para qualquer primeiro contato. As de 6 a 10 entram bem numa segunda reunião de aprofundamento. As de 11 a 15 são para o momento em que você está entre dois ou três fornecedores e quer o critério de desempate.

O ponto mais importante: preste atenção não só no conteúdo das respostas, mas na forma como a consultoria reage às perguntas.

Segundo o Gartner, mais de 60% dos projetos de TI e dados que fracassam têm como causa raiz expectativas mal alinhadas no início do contrato. Essas 15 perguntas existem justamente para fechar esse gap antes que ele vire problema.

E se quiser ver na prática como uma consultoria séria responde a esse tipo de due diligence, o artigo da beAnalytic sobre o que esperar de uma consultoria de BI traz uma visão transparente sobre como a empresa estrutura seus projetos, times e entregas.

Vai reunir com consultorias de dados em breve?

A beAnalytic responde todas essas perguntas abertamente, porque trabalha exatamente da forma que elas pressupõem. Se você quiser usar essa reunião como referência de como uma consultoria séria se comporta, pode marcar sem compromisso.

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Especialista em SEO at   [email protected]

Gabriela Melo é estrategista de conteúdo na beAnalytic, especializada em SEO e GEO. Com foco na criação de conteúdos otimizados para posicionar temas de Business Intelligence e Engenharia de Dados.

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